História e Evolução dos Computadores
Thiago Souza Thiago Souza Professor de Sociologia, Filosofia e História
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A evolução dos computadores acompanhou a evolução da sociedade durante os séculos XX e XXI. Entretanto, a história do computador não teve início apenas na modernidade.
Lembre-se que os computadores são aparelhos eletrônicos que recebem, armazenam e produzem informações de maneira automática.
Eles fazem parte do nosso cotidiano, sendo cada vez maior o número de computadores usados no mundo.
História do Computador
A palavra “computador” vem do verbo “computar” que, por sua vez, significa “calcular”. Sendo assim, podemos pensar que a criação de computadores começa na idade antiga, já que a relação de contar já intrigava os homens.
Dessa forma, uma das primeiras máquinas de computar foi o “ábaco”, instrumento mecânico de origem chinesa criado no século V a.C.
Assim, ele é considerado o “primeiro computador”, uma espécie de calculadora que realizava operações algébricas.
No século XVII, o matemático escocês John Napier foi um dos responsáveis pela invenção da "régua de cálculo". Trata-se do primeiro instrumento analógico de contagem capaz de efetuar cálculos logaritmos. Essa invenção foi considerada a mãe das calculadoras modernas.
Por volta de 1640, o matemático francês Pascal inventou a primeira máquina de calcular automática. Essa máquina foi sendo aperfeiçoada nas décadas seguintes até chegar no conceito que conhecemos hoje.
A primeira calculadora de bolso capaz de efetuar os quatro principais cálculos matemáticos, foi criada por Gottfried Wilhelm Leibniz.
Esse matemático alemão desenvolveu o primeiro sistema de numeração binário moderno que ficou conhecido com "Roda de Leibniz".
Roda de Leibniz
Roda de Leibniz
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A primeira máquina mecânica programável foi introduzida pelo matemático francês Joseph-Marie Jacquard. Tratava-se de um tipo de tear capaz de controlar a confecção dos tecidos através de cartões perfurados.
George Boole (1815-1864) foi um dos fundadores da lógica matemática. Essa nova área da matemática, se tornou uma poderosa ferramenta no projeto e estudo de circuitos eletrônicos e arquitetura de computadores.
Já no século XIX, o matemático inglês Charles Babbage criou uma máquina analítica que, a grosso modo, é comparada com o computador atual com memória e programas.
Através dessa invenção, alguns estudiosos o consideram o “Pai da Informática”.
Assim, as máquinas de computar foram cada vez mais incluindo a variedade de cálculos matemáticos (adição, subtração, divisão, multiplicação, raiz quadrada, logaritmos, etc).
Evolução dos Computadores
O computador, tal qual conhecemos hoje, passou por diversas transformações e foi se aperfeiçoando ao longo do tempo, acompanhando o avanço das áreas da matemática, engenharia, eletrônica. É por isso que não existe somente um inventor.
De acordo com os sistemas e ferramentas utilizados, a história da computação está dividida em quatro períodos.
Primeira Geração (1951-1959)
Os computadores de primeira geração funcionavam por meio de circuitos e válvulas eletrônicas. Possuíam o uso restrito, além de serem imensos e consumirem muita energia.
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Um exemplo é o ENIAC (Eletronic Numerical Integrator and Computer) que consumia cerca de 200 quilowatts e possuía 19.000 válvulas.
Eniac
ENIAC (Eletronic Numerical Integrator and Computer)
Segunda Geração (1959-1965)
Ainda com dimensões muito grandes, os computadores da segunda geração funcionavam por meio de transistores, os quais substituíram as válvulas que eram maiores e mais lentas. Nesse período já começam a se espalhar o uso comercial.
computador de segunda geração
Computador da segunda geração com transistores
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Terceira Geração (1965-1975)
Os computadores da terceira geração funcionavam por circuitos integrados. Esses substituíram os transistores e já apresentavam uma dimensão menor e maior capacidade de processamento.
Foi nesse período que os chips foram criados e a utilização de computadores pessoais começou.
computador da terceira geração
Computador da terceira geração com circuitos integrados
Quarta Geração (1975-até os dias atuais)
Com o desenvolvimento da tecnologia da informação, os computadores diminuem de tamanho, aumentam a velocidade e capacidade de processamento de dados. São incluídos os microprocessadores com gasto cada vez menor de energia.
Nesse período, mais precisamente a partir da década de 90, há uma grande expansão dos computadores pessoais.
computador da quarta geração
computador da quarta geração
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Além disso, surgem os softwares integrados e a partir da virada do milênio, começam a surgir os computadores de mão. Ou seja, os smartphones, iPod, iPad e tablets, que incluem conexão móvel com navegação na web.
História e Evolução dos Computadores
Segundo a classificação acima, nós pertencemos à quarta geração dos computadores, o que revela uma evolução incrível nos sistemas de informação.
Um ponto de destaque é que a evolução dos computadores ocorria de maneira mais lenta. Com o desenvolvimento da sociedade, meios de comunicação e a divulgação científica podemos ver a evolução dessas máquinas em dias ou meses.
Alguns estudiosos preferem acrescentar a “Quinta Geração de Computadores” com o aparecimento dos supercomputadores, utilizados por grandes corporações como a NASA.
Nessa geração, é possível avaliar a evolução da tecnologia multimídia, da robótica e da internet.
Inclusão Digital
A inclusão digital é um conceito que determina o acesso aos meios e ferramentas digitais contemporâneos, tal qual a internet.
Ela visa a democratização da tecnologia a partir da possibilidade de produção e difusão do conhecimento para todos os cidadãos.
Você sabia?
O dia da informática é comemorado em 15 de agosto, data que marca o surgimento do primeiro computador digital eletrônico, o ENIAC.
História da Internet: quem criou e quando surgiu
Thiago Souza Thiago Souza Professor de Sociologia, Filosofia e História
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A história da internet começa no ambiente da Guerra Fria (1945-1991). As duas super potências envolvidas, Estados Unidos e União Soviética, estavam divididas nos blocos socialista e capitalista e disputavam poderes e hegemonias.
Arpanet e a origem da internet
Com o intuito de facilitar a troca de informações, pois temiam ataques dos soviéticos, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (ARPA - Advanced Research Projects Agency) criou um sistema de compartilhamento de informações entre pessoas distantes geograficamente, a fim de facilitar as estratégias de guerra.
Nesse momento, surge o protótipo da primeira rede de internet, a Arpanet (Advanced Research Projects Agency Network).
Assim, no dia 29 de outubro de 1969 foi estabelecida a primeira conexão entre a Universidade da Califórnia e o Instituto de Pesquisa de Stanford. Foi um momento histórico, uma vez que o primeiro e-mail foi enviado.
Criação do www
Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web
Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web
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Já na década de 90, o cientista, físico e professor britânico Tim Berners-Lee desenvolveu um navegador ou browser, a World Wide Web (www), a Rede Mundial de Computadores - Internet.
Sua criação é responsável por apresentar ao mundo o modo como utilizamos a internet atualmente. Portanto, apesar de não ter sido o inventor da conexão entre computadores geograficamente distantes (a já citada Arpanet), foi o britânico quem desenvolveu o modelo que acessamos cotidianamente.
A partir disso, a década de 90 ficou conhecida como o "boom da internet", pois foi quando ela se popularizou pelo mundo.
Essa popularização aconteceu com o surgimento de novos browsers ou navegadores e o aumento do número de usuários, navegadores da internet.
Exemplos de navegadores da época:
Internet Explorer;
Netscape;
Mozilla Firefox;
Google Chrome;
Opera;
Lynx.
Diante disso, ocorreu uma grande proliferação de sites, chats, redes sociais, como Orkut, Facebook, MSN e Twitter, tornando a internet a rede ou teia global de computadores conectados.
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Alguns estudiosos acreditam que a Internet foi um marco importante e decisivo na evolução tecnológica. Isso porque ultrapassou barreiras ao aproximar pessoas, culturas, mundos e informações.
Fato este que, segundo eles, não acontecia desde a chegada da televisão, na década de 50.
Hoje em dia, a Internet é utilizada mundialmente como ferramenta de trabalho, diversão, comunicação, educação, informação. Por isso, é comum ouvir: “eu não vivo sem internet”.
Além disso, pelo fato de os impostos serem menores, muitos produtos são comercializados em sites de compras.
Internet no Brasil
No Brasil, a Internet surgiu no final da década de 80, quando as universidades brasileiras começam a compartilhar algumas informações com os Estados Unidos.
Entretanto, foi a partir de 1989, quando se fundou a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que o projeto de divulgação e acesso ganhou força.
O intuito principal era difundir a tecnologia da Internet pelo Brasil e facilitar a troca de informações e pesquisas.
Em 1997, criou-se as "redes locais de conexão" expandindo, dessa forma, o acesso a todo território nacional.
Em 2011, segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, aproximadamente 80% da população teve acesso à internet. Isso corresponde a 60 milhões de computadores em uso.
Hardware e software: o que são, diferenças e exemplos
Juliana Diana Juliana Diana Professora de Biologia e Doutora em Gestão do Conhecimento
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O hardware e o software são elementos que fazem parte de um computador, onde cada um deles tem sua função para o desempenho e bom funcionamento.
Eles estão presentes em celulares, TVs, computadores, tablets, impressoras e até mesmo nas máquinas de lavar e micro-ondas.
O hardware corresponde aos componentes físicos do computador, ou seja, são as peças e aparatos eletrônicos que, ao se conectarem, fazem o equipamento funcionar.
O software é a parte referente aos sistemas que executam as atividades, ou seja, são os programas e aplicativos que fazem com a máquina funcione.
O que é hardware?
Os hardwares são as peças físicas que compõem um computador, como as placas, o monitor, o teclado, a placa-mãe e o disco rígido.
Eles são divididos em quatro elementos:
Dispositivos de entrada: são os componentes que o usuário conecta, como teclado e mouse.
Dispositivos de saída: são os componentes que traduzem os dados recebidos para uma linguagem acessível ao usuário, como o monitor e as caixas de som.
Componentes internos: são as peças que se conectam entre si para que o computador funcione.
Dispositivos de armazenamento secundário: são os componentes responsáveis por armazenar os dados de forma permanente no computador.
Exemplos de hardware
elementos do hardware
Um computador é formado por um conjunto de hardwares
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Confira no quadro a abaixo os principais elementos que compõem o hardware de um computador:
Elemento Descrição
Monitor É o equipamento que permite a visualização das informações solicitadas pelo usuário.
Teclado É o elemento que permite a digitação, além de também ser usado para comandos em jogos.
Mouse É o componente que possibilita ao usuário direcionar o cursor e clicar em locais específicos para executar uma tarefa.
Caixa de som É o equipamento que emite os sons pelo computador.
Fonte de energia É o componente que fornece energia para o funcionamento do computador.
Drive de DVD/CD São dispositivos que permitem a leitura de CDs e DVDs no computador.
Placa-mãe É a placa central de todo o computador, onde todos os outros componentes são conectados.
Processador Também conhecido como CPU, ele fica acoplado à placa-mãe e é responsável por fazer o controle das operações que a máquina realiza. Interfere diretamente na rapidez das tarefas executadas.
Memória É a peça responsável por armazenar momentaneamente os dados dos programas que estão em execução no computador, ou seja, enquanto o computador estiver ligado.
Placa de vídeo É o componente responsável por permitir a visualização de imagens no monitor.
Placa de som É o componente que permite a emissão de sons pelo computador.
Disco rígido Também conhecido como HD, é o equipamento que armazena os dados permanentes do computador, como documentos de texto e imagens salvas pelo usuário.
Leitor interno Responsável por fazer a leitura do software para acionar o computador.
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Veja também: História e Evolução dos Computadores
O que é software?
Os softwares representam todas as instruções que o computador recebe pelo usuário para que uma determinada tarefa seja executada. Para isso, ele utiliza códigos e linguagem de programação.
Eles são classificados de duas formas:
Software de sistema: são programas que permitem a interação do usuário com a máquina. Como exemplo podemos citar o Windows, que é um software pago; e o Linux, que é um software livre.
Software de aplicativo: são programas de uso cotidiano do usuário, permitindo a realização de tarefas, como o editores de texto, planilhas, navegador de internet, etc.
Exemplos de software
exemplos de software
Os softwares são programas que o usuário utiliza para diferentes objetivos
Confira no quadro abaixo alguns exemplos de softwares:
Software Descrição
Adobe Acrobat Reader Software que permite a leitura de arquivos em formato pdf.
Avast Software que detecta e elimina determinados vírus que podem prejudicar o computador.
Messenger Aplicativo on-line que permite a conversação entre as pessoas.
Mozila Firefox Permite a navegação na internet.
Skype Possibilita a realização de ligações de áudio e vídeo sem custo de forma on-line
TeamViewer Software que permite o acesso de um outro computador de forma remota.
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Veja também: História da Internet: quem criou e quando surgiu
Diferença entre hardware e software?
Em todos os equipamentos, o software atua informado as tarefas a serem realizadas, para que assim sejam executadas pelo hardware.
Conheça no quadro abaixo as principais diferenças entre hardware e software:
Hardware Software
O que são Elementos físicos que formam o equipamento. Programas ou sistemas que fazem o equipamento funcionar.
Função Atua como sistema de entrega do software. Executa uma tarefa específica, o qual fornece as instruções ao hardware.
Tempo de vida Pode estragar com o tempo. Pode ficar desatualizado.
Desenvolvimento Criado a partir de materiais eletrônicos. Criado por meio de códigos e linguagem de programação.
Inicialização Funciona quando o software é carregado. Instalado no equipamento para que o mesmo funcione.
Manutenção As peças podem ser substituídas por outras. Pode ser reinstalado.
Inteligência Artificial (IA): o que é, seus tipos e como funciona
Rafael C. Asth Rafael C. Asth Professor de Matemática e Física
A Inteligência Artificial (IA) é um ramo da ciência da computação voltado para o desenvolvimento de sistemas capazes de executar tarefas que normalmente requerem inteligência humana.
Nos anos 1950, pesquisadores como Alan Turing e John McCarthy já contribuíam para sua criação. Desde então, a IA tem progredido rapidamente, impulsionada por avanços tecnológicos e disponibilidade de dados.
Atualmente, a IA (ou AI, do inglês Artificial Intelligence) está presente em diversos aspectos da nossa sociedade, desde recomendações de produtos online até diagnósticos médicos, alterando significativamente nosso estilo de vida e trabalho.
O que é IA?
IA (inteligência artificial) é um campo de aplicação e pesquisa da computação, que trata de meios (sistemas e programas) capazes de realizar tarefas antes só possíveis por humanos. A IA pode ser definida como a capacidade de máquinas replicarem a inteligência natural.
Como tarefas, referimos, por exemplo, a capacidade de aprender, de compreender, de raciocinar, perceber, resolver problemas e tomar de decisões.
Pensar em IA é pensar em computação, entendida como o estudo e a prática de processamento de dados utilizando computadores. Abrangendo diversas áreas, uma delas é a inteligência artificial.
No ramo computacional da IA, estão incluídos técnicas de aprendizado de máquina que se utilizam de uma base de dados, geralmente em enorme quantidade, para extrair informação e conhecimento.
Essas técnicas, também conhecidas como algoritmos, tem um objetivo comum, tornar máquinas agentes autônomos, ou seja, capazes de agir sem interferência humana.
Mas afinal, o que é inteligência?
Para entender melhor o que é inteligência artificial, primeiro precisamos definir o que é inteligência natural. De forma geral, inteligência envolve várias habilidades, como compreender, aprender, raciocinar, resolver problemas e se adaptar a novas situações.
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É importante perceber que inteligência não se limita apenas a habilidades cognitivas. Ela também inclui aspectos emocionais, sociais e práticos, como habilidade de se relacionar com os outros, resolver conflitos, lidar com emoções e se adaptar a diferentes ambientes e culturas.
Essas definições abrangem fenômenos observados tanto em humanos quanto em outros animais, cada um com seus próprios níveis e características.
O conceito de inteligência é amplo e complexo, e tem sido discutido por vários pensadores, filósofos e cientistas.
Tipos de Inteligência Artificial
As diversas finalidades das aplicações da IA permitem classificá-las em categorias. Essa classificação é um campo em constante evolução, com novas categorias e subcategorias surgindo à medida que a tecnologia avança.
Embora não exista uma classificação definitiva, podemos apresentar algumas, baseadas em determinados critérios.
Baseado em objetivos e capacidade
Fraca ou Específica (ANI): refere-se a sistemas de IA projetados para realizar tarefas específicas com eficiência. É o tipo mais comum e presente em nosso dia a dia. Entre essas tarefas estão:
Processamento de Linguagem Natural;
Aprendizado de Máquina Preditivo;
Reconhecimento de Imagens.
Forte ou Geral (AGI): É um tipo hipotético de IA. Essa forma continua fora do alcance da tecnologia atual, propondo uma capacidade equivalente ou superior à humana. Esse tipo de sistema poderia realizar qualquer tarefa intelectual possível a um humano.
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IA Embodied: Conhecida como IA Corporificada, é um tipo de IA que combina inteligência artificial com robótica, permitindo que os sistemas de IA interajam com o mundo físico.
Baseado no nível de autonomia
IA assistida: colabora com humanos, oferecendo dados e recomendações.
IA de apoio à tomada de decisão: ajuda na análise de informações para decisões, mas a decisão final é tomada por humanos.
IA autônoma: age por conta própria, decidindo e executando tarefas sem necessidade de intervenção humana.
Baseado no impacto na sociedade
IA Benéfica: contribui para o bem comum, solucionando questões globais e aprimorando o bem-estar geral.
IA Maliciosa: tem potencial para ser empregada em atividades prejudiciais, como ataques cibernéticos, divulgação de informações falsas e monitoramento invasivo.
IA Neutra: seus efeitos na sociedade são determinados pelas intenções e aplicação que lhe damos.
Baseadas no nível de desenvolvimento
IA em Pesquisa: em desenvolvimento, explorando novas ideias e conceitos.
IA em Protótipo: funcionando em ambientes controlados, testando sua viabilidade.
IA Implementada: utilizada em produtos e serviços comerciais, gerando valor real para a sociedade.
Como funciona a inteligência artificial?
A ideia central é que a inteligência artificial reside nas máquinas, especificamente nos computadores.
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Entretanto, os computadores, por si sós, não podem raciocinar e tomar decisões. Geralmente, são necessários três elementos para criar inteligência artificial:
Dados: são essenciais como matéria-prima. Eles são coletados, armazenados e processados para extrair informações significativas, que alimentam os sistemas de inteligência artificial. Quanto mais dados de qualidade estiverem disponíveis, melhor será o desempenho e a precisão dos sistemas de inteligência artificial.
Algoritmos: são as instruções ou procedimentos lógicos que governam o comportamento dos sistemas de inteligência artificial. Eles determinam como os dados são processados, analisados e utilizados para tomar decisões ou executar tarefas específicas.
Infraestrutura computacional: são os componentes físicos, como processadores, servidores e redes. Eles devem possuir capacidade suficiente para processar grandes volumes de dados e executar algoritmos complexos de maneira eficiente.
A combinação desses elementos permite que as máquinas adquiram habilidades cognitivas semelhantes às dos humanos. Um processo chave nessa interação é o Aprendizado de Máquina, no qual os sistemas de inteligência artificial aprendem padrões a partir dos dados, sem serem explicitamente programados.
Uma subcategoria do Aprendizado de Máquina é o Aprendizado Profundo (Deep Learning), que utiliza algoritmos chamados redes neurais artificiais, entre outros.
Essas redes conseguem aprender automaticamente características complexas dos dados e são especialmente eficazes em tarefas como visão computacional e processamento de linguagem natural.
O que são e para que servem os algorítimos?
Algoritmos são conjuntos de instruções ou regras lógicas bem definidas e organizadas, que descrevem um processo ou procedimento passo a passo para resolver um problema ou realizar uma tarefa específica.
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Os algorítimos servem como a base fundamental de toda a computação, tendo sido aplicados em uma ampla variedade de áreas, abrangendo desde a matemática e ciência da computação até a engenharia, física, biologia e diversas outras disciplinas.
Desafios e impactos da IA na sociedade
O potencial da Inteligência Artificial (IA) para gerar mudanças e impactos sociais, tanto positivos quanto negativos, é inegável. Sua aplicação é praticamente ilimitada, abrangendo quase todos os campos de atividade humana, e seu desenvolvimento está em crescente aceleração, tornando urgente a consideração tanto de seus benefícios quanto de seus possíveis prejuízos.
De modo geral, os avanços tecnológicos costumam trazer melhorias em diversas áreas. Uma análise rápida nos permite observar o aumento da produtividade e eficiência, assim como a redução de custos, que podem impulsionar a prosperidade econômica.
Setores como o da saúde podem se beneficiar significativamente, tanto na pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos quanto em diagnósticos mais precisos.
O acesso a novas tecnologias, como carros autônomos, realidade virtual e assistentes virtuais, pode melhorar substancialmente a qualidade de vida das pessoas.
No entanto, é importante estar atento às mudanças significativas que podem ocorrer para minimizar possíveis impactos sociais negativos.
A automação de tarefas, à medida que aumenta a produtividade, também pode levar ao desemprego, à medida que funções antes desempenhadas por humanos são substituídas.
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Além disso, devido à facilidade de produção e distribuição de informações, a IA pode amplificar vieses políticos e discriminação. Verificar a veracidade das informações comunicadas tem se tornado um desafio gradativo.
É fundamental que o aperfeiçoamento da inteligência artificial seja acompanhado de debates sobre suas implicações sociais, políticas e econômicas.
Números binários: o que são, conversão e operações
Rafael C. Asth Rafael C. Asth Professor de Matemática e Física
Os números binários são representados por apenas dois algarismos: 0 e 1, pertencendo, por isso, ao sistema de numeração binário, ou de base 2. Cada dígito em um número binário é chamado de 'bit'.
Os números binários são fundamentais na computação e eletrônica digital, pois os computadores utilizam o sistema binário para processar e armazenar dados. Basicamente, o algarismo 0 representa a interrupção de corrente elétrica, enquanto o 1 representa a passagem de eletricidade pelo circuito.
O sistema binário difere do sistema numérico tradicional (indo-arábico), decimal, que utiliza dez algarismos (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9).
Uma mesma quantidade pode ser representada em ambos os sistemas, como duas línguas que utilizam palavras diferentes para representar um mesmo objeto.
É comum representar os números binários com um pequeno 2 entre parênteses, indicando se tratar de um número no sistema binário. O mesmo vale para os números do sistema decimal, representados com um índice 10 entre parênteses.
Exemplo:
11 com parêntese esquerdo 10 parêntese direito subscrito fim do subscrito espaço igual a espaço 1011 com parêntese esquerdo 2 parêntese direito subscrito fim do subscrito
O número 11 está em base dez, ou seja, é o número onze. No sistema binário, onze é escrito como 1011.
Imagine que você escreva um bilhete orientando a compra de uma dúzia de ovos. Possivelmente você escreverá o número 12 no bilhete, pois utilizará o sistema decimal de unidades. Se utilizasse o sistema binário para orientar diretamente um computador sobre a compra, escreveria 1100.
Conversão de número decimal para binário
Para converter um número do sistema binário para o decimal utiliza-se um procedimento prático, que faremos em duas partes para facilitar a compreensão.
A primeira parte é uma sucessão de divisões por dois, seguindo os passos:
Divide-se o decimal por 2;
Divide-se o quociente da primeira divisão novamente por 2;
Repete-se o passo 2 até que o quociente seja 1.
A segunda parte é a que “montamos” o número binário, utilizando o último quociente e os restos das divisões.
Escreve-se o último quociente;
Escreve-se cada resto das divisões anteriores, em ordem inversa da divisão.
Exemplo de conversão de decimal para binário:
Escreva o número 87 na forma de seu equivalente binário.
A primeira parte é a divisão sucessiva por 2, até que o quociente seja menor que 2. Acompanhe:
Conversão de decimal para binário
Em azul estão os restos das divisões e o último quociente.
A segunda parte é escrever o número em binário, começando pelo último quociente, o 1, seguindo com os restos, de baixo para cima.
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começar estilo tamanho matemático 18px 1010111 fim do estilo
Sendo assim, o número 87 equivale ao binário 1010111.
Conversão de número binário para sistema decimal
A conversão de binário para decimal é realizada pela multiplicação de cada dígito do número binário por uma potência de base dois. Os resultados são somados, obtendo o equivalente de base 10.
Os expoentes dessas potências são números naturais, começando por 0 para o dígito mais à direita e seguindo para esquerda em ordem crescente.
Exemplo de conversão de binário para decimal:
Converta o número binário 1010111 para base decimal.
Utilizemos três passos para o cálculo:
Escrevemos os dígitos do binário;
Multiplicamos cada dígito por uma potência de 2, sendo 0 o expoente mais à direita;
Somamos os resultados das multiplicações entre os dígitos dos binários e as potências.
Binário para decimal
Cada algarismo do binário se relaciona com uma potência base 2.
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Multipliquemos os algarismos do número binário pelos resultados das potências:
1 espaço sinal de multiplicação espaço 1 igual a 1 1 espaço sinal de multiplicação espaço 2 igual a 2 1 espaço sinal de multiplicação espaço 4 igual a 4 0 espaço sinal de multiplicação espaço 8 igual a 0 1 espaço sinal de multiplicação espaço 16 igual a 16 0 espaço sinal de multiplicação espaço 32 igual a 0 1 espaço sinal de multiplicação espaço 64 igual a 64
Por fim, basta somar os resultados:
1 + 2 + 4 + 16 + 0 + 64 = 87
Sendo assim, o número binário 1010111 equivale ao número 87 no sistema de base 10.
Operações com números binários
Assim como os números do sistema decimal, também é possível realizar operações com números de base 2.
Adição de números binários
As regras para adição de números binários são as mesmas utilizadas para os de base 10, ou seja:
0 + 0 = 1
0 + 1 = 1
1 + 0 = 1
A exceção é o caso 1 + 1, que no sistema decimal resultaria em 2, no entanto, o algarismo 2 não faz parte do sistema binário.
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No sistema de numeração binário 1 + 1 = 10. Nestes casos, escrevemos o 0 e transportamos o 1 para a próxima ordem a ser somada.
Exemplo de adição de números binários
Adicione o número 11 ao 101.
Adição de binários
Logo, a adição dos números binário 101 + 11 resulta em 1000.
Subtração de números binários
As seguintes regras para subtração de números binários são as mesmas para os decimais:
1 - 1 = 0
1 - 0 = 1
0 - 0 = 0
A exceção é o caso 0 - 1, resultando em 1.
Nestes casos, vale a regra do empréstimo, que no caso dos números binários funciona subtraindo uma unidade do dígito seguinte.
Exemplo de subtração de números binários
Subtraia 101 do número 1011.
subtração de binários
Da direita para esquerda, fizemos:
1 - 1 = 0
1 - 0 = 1
0 - 1 = 1 (regra de subtração de binários)
1 - 1 = 0 (regra do “empréstimo”)
Logo, 1011 - 101 = 110.
Sociedade da Informação
Daniela Diana Daniela Diana Professora licenciada em Letras
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Sociedade da Informação é um termo que surgiu no século XX, no momento em que a tecnologia teve grandes avanços. A importância que conquistou fez com que a tecnologia se tornasse essencial na determinação do sistema social e econômico.
Após o “boom” das telecomunicações e informática na década de 1970, a sociedade apresentou novas condições para o processamento de informação.
Este momento foi marcante, motivo que levou vários estudiosos, como o precursor do termo Daniel Bell (1919-2011), a debaterem acerca da sociedade pós-industrial.
Bell advertiu que nesta nova etapa, os serviços e a estrutura central da nova economia seriam baseados na informação e no conhecimento.
Sociedade da Informação vs Sociedade do Conhecimento
Na década de 1990, os debates se aprofundam e surge o termo “sociedade do conhecimento” como uma alternativa ao termo “sociedade da informação”.
De toda forma, os tomadores de decisões em todo o mundo notaram que a informação estava desempenhando um papel cada vez mais central na vida social, cultural e política. Por esse motivo, o termo foi incorporado pelas forças da globalização neoliberal.
O termo “Sociedade da Informação” é um dos vários conceitos que tentam explicar o mundo contemporâneo. Outros termos como “Sociedade do Conhecimento” (Unesco) ou “Nova Economia” são, em alguns aspectos, mais precisos para discorrer sobre a sociedade pós-industrial.
O fundamental nesta discussão não é a “informação”, mas a “sociedade” que toma proveito dessa informação. Assim, falar em “sociedade” no singular, leva a crer numa tendência a uma sociedade unilateral.
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Ademais, a palavra “informar” também é unidirecional, tendo em vista que se dirigem a um receptor passivo com vista a mudar-lhe o comportamento.
Veja também: Globalização
Vantagens e Desvantagens
Surgida no contexto da pós-modernidade, a Sociedade da Informação é essencialmente informática e comunicacional, constituída principalmente pelos avanços da microeletrônica, optoeletrônica e multimídia.
Adquirir, armazenar, processar e disseminar informações são as metas básicas do novo sistema.
A televisão, a telefonia e a Internet são as grandes responsáveis pelo advento dessa nova sociedade, cuja a grande consequência é a desmaterialização dos espaços produtivos.
A grande vantagem é que os processos decisórios e empresariais são facilitados pois podem ser realizados a distância por meio de videoconferência.
Além desse aspecto econômico do trabalho a distância, ferramentas digitais como bibliotecas digitais, correio eletrônico, banco on-line e redes sociais são marcantes na contemporaneidade.
A desvantagem é que as pessoas podem se tornar cada vez mais distantes tendo em conta essa facilidade comunicativa, que é na verdade, uma barreira.
Além disso, as crianças e jovens vivem cada vez mais dependentes dos jogos e dos atrativos tecnológicos. Isso sem falar da exposição da vida pessoal propiciada pelas redes sociais, o que resulta num sério problema de segurança.
Inclusão Digital
Daniela Diana Daniela Diana Professora licenciada em Letras
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A inclusão digital pressupõe a possibilidade de produção e difusão do conhecimento e o acesso às ferramentas digitais para todos os cidadãos. Dessa forma, seu grande objetivo é a democratização da tecnologia.
Com o avanço da tecnologia nos tempos atuais, o mundo digital foi tomando conta do cenário mundial. Com isso, houve uma evolução do homem bem como de sua qualidade da vida, seja na vida pessoal ou profissional.
Contudo, não foram todas as pessoas do mundo que foram incluídas nessa massificação das tecnologias da informação. E, dessa maneira, não acompanharam a linguagem digital que foi tomando proporções nunca antes vistas.
Vale notar que o vocabulário do mundo dos computadores, da internet e dos vídeos, foram se expandindo. Hoje ouvimos com a maior naturalidade palavras como: “logar”, “chat”, “navegar na internet”, “website”, dentre tantas outras que fomos incorporando ao vocabulário.
A Inclusão Digital no Brasil
Se pensarmos nesse avanço das tecnologias de informação e comunicação (TIC’s) que se expandiu rapidamente e hoje faz parte das relações globais, constata-se que a maioria das pessoas possuem um computador, internet e outras maneiras de interagir com o mundo digital.
Entretanto, não somente no Brasil, ainda há ainda muitos desafios a serem ultrapassados. Destaca-se aqui, o problema da pobreza que atinge grande parte da população. Esse fator faz com que muitas pessoas sejam excluídas dessa “nova linguagem” explorada pela sociedade da informação, o que leva ao afastamento de tais indivíduos da sociedade.
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charge sobre inclusão digital e pobreza - sem abrigo deitado em caixa de papelão de computador
Nunca foi tão importante compreender a linguagem digital como hoje, para por exemplo, conseguir um trabalho. Junto à isso, podemos notar o aumento da oferta de cursos na área nas últimas décadas.
Por esse motivo, em todo o país, nos últimos anos, o tema da inclusão digital tem sido pauta, referido como necessidade.
Importante ressaltar que a exclusão social intensifica a exclusão digital, que por sua vez, aprofunda a exclusão socioeconômica.
No entanto, no Brasil, os problemas de implantação de sistemas digitais têm encontrado muitas dificuldades de se efetivar, sobretudo, nos meios mais carentes.
Para tanto, o governo brasileiro e seus ministérios têm investido em programas e projetos que viabilizem essa “alfabetização” digital. O intuito é incluir tais indivíduos beneficiando assim seu quadro social.
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É o caso do projeto do governo federal, implementado em 2005, denominado “Computador para Todos” que possui o objetivo de democratizar o acesso aos meios digitais. O foco principal é de expandir o número de brasileiros com acesso à internet.
Veja também: História da Internet: quem criou e quando surgiu
Inclusão Digital nas Escolas
Informática nas escolas
Ainda hoje, grande parte da população brasileira é excluída da era digital. Nesse contexto, a educação é uma importante ferramenta aliada à inclusão digital. Isso porque ela trabalha com a construção do conhecimento ao mesmo tempo que envolve diversos atores sociais.
As parcerias que envolvam o governo, instituições privadas, escolas e universidades são de suma importância para desenvolver ou estimular ações de inclusão digital.
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Destacam-se a disponibilidade de computadores, o acesso à internet, a redução de custos, aumento da oferta de cursos na área e ainda, a melhoria ou adaptação de infraestrutura.
História do Telefone
Thiago Souza Thiago Souza Professor de Sociologia, Filosofia e História
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O telefone foi criado pelo cientista norte-americano de origem escocesa Alexander Graham Bell (1847-1922).
Foi ele quem registrou a primeira patente de invenção em março de 1876, horas antes de outro estudioso, Elisha Gray. O registro deu início a uma das mais longas batalhas judiciais por patentes da história.
Origem e história do telefone
A invenção do telefone teria ocorrido de maneira acidental para aperfeiçoar as transmissões do telégrafo, que possui conceitos estruturais muito semelhantes.
Ao telégrafo, contudo, era possível a transmissão de apenas uma mensagem por vez. Tendo bons conhecimentos de música, Graham Bell percebeu a possibilidade de transmitir mais de uma mensagem ao longo do mesmo fio de uma só vez na concepção de "telégrafo múltiplo".
Este não era um conceito novo. Outros tentaram, mas foi o norte-americano quem conseguiu esse progresso e utilizou a eletricidade para conduzir a voz humana.
As experiências foram apoiadas por um auxiliar, Thomas Watson, o primeiro a ouvir uma voz humana pelo dispositivo denominado telefone, em junho de 1875.
As pesquisas posteriores tinham como objetivo o desenvolvimento de uma membrana para transformar o som em corrente e reproduzi-lo novamente no outro lado.
O sucesso foi marcado em 10 de março de 1876. As primeiras palavras transmitidas por Graham Bell foram: "Senhor Watson, venha cá. Preciso falar com o senhor", após um acidente no laboratório.
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No ano seguinte, Graham Bell fundou a Companhia Telefônica Bell que se tornou posteriormente a American Telephone & Telegraph, a maior companhia telefônica do mundo.
Houve, porém, resposta ao Tribunal dos EUA a pelo menos 600 ações movidas por Gray reivindicando a invenção. No entanto, Bell ganhou todas.
Em 2002, o Congresso Americano reconheceu o italiano Antonio Meucci como o verdadeiro inventor do telefone. Porém, 10 dias depois, o Congresso Canadense reconheceu Bell.
Esse conflito de patentes acontece há décadas, sem uma definição.
Evolução do Telefone
Linha do tempo da história da telefonia
Na figura acima, podemos ver a evolução do telefone desde sua criação no final do século XIX. Quase 20 anos depois da invenção de Graham Bell, Landell de Moura realizou a primeira transmissão de voz em telefonia sem fio.
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Em 1978 no Japão foi ativada a telefonia móvel de celular. No Brasil, 20 anos depois, em 1998, aconteceu a ativação dos primeiros celulares em São Paulo.
Hoje em dia, os telefones móveis são objetos indispensáveis na vida do homem moderno
História do Telefone no Brasil
A primeira linha telefônica instalada no Brasil foi concretizada por ordem o imperador Dom Pedro II em 1877.
A linha interligava o Palácio da Quinta da Boa Vista às casas ministeriais. Foi a Western and Brazilian Telegraph a empresa responsável pelo trabalho.
Quem foi Graham Bell?
Graham Bell
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Alexander Graham Bell nasceu dia 3 de março de 1847 em Edimburgo, na Escócia.
Dedicou grande parte de sua vida a encontrar um meio de transformar o som em energia e efetuar sua transmissão por um fio.
A vida de Graham Bell esteve marcada pela presença de pessoas surdas. Isso porque sua mãe e sua mulher sofriam de deficiência auditiva. Como a mãe era surda, ele aprendeu muito cedo a linguagem de sinais.
Graham tinha dois irmãos, embora tenham morrido de tuberculose. Após a morte de seus irmãos, os pais emigraram para o Canadá em 1870.
O conhecimento fez dele professor de uma escola para surdos em Boston, onde chegou em 1871. Foi no estabelecimento que ele conheceu a mulher, Mabel Hubbard, com quem teve quatro filhos.
O cientista faleceu em 2 de agosto de 1922.
Você sabia?
Dia 10 de março é comemorado o Dia do Telefone. A data faz referência ao registro da primeira patente realizada por Graham Bell.
História do Telégrafo
Thiago Souza Thiago Souza Professor de Sociologia, Filosofia e História
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O telégrafo foi um aparelho de comunicação muito importante nos séculos XIX e XX. Ele permitiu que informações fossem transmitidas a longas distâncias de maneira rápida e eficiente, revolucionando a comunicação em todo o mundo.
Como funciona um telégrafo?
Existiram dois tipos principais de telégrafo: o semafórico e o elétrico.
O semafórico era composto por torres construídas em locais elevados, com postes altos, que recebiam mensagens codificadas.
O elétrico usava a energia elétrica para enviar pulsos na corrente elétrica transmitidos via fios de alta tensão, que eram interpretados por meio de um código com pontos e linhas.
Telégrafo elétrico
Telégrafo elétrico
Exemplo de telégrafo elétrico
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Samuel Morse foi o inventor do telégrafo elétrico, criando também o código utilizado para a comunicação através dele, o Código Morse.
Vários modelos de telégrafo foram utilizados ao longo do tempo, incluindo um que possuía 26 fios, cada um representando uma letra do alfabeto. Por não ser prático, esse modelo caiu em desuso.
O modelo de Morse utilizava um interruptor que fechava o circuito elétrico, gerando pulsos de corrente elétrica de forma codificada.
A mensagem era registrada em um código composto por pontos e linhas, cada um representando uma letra.
A primeira linha de telégrafo dos Estados Unidos foi construída em 1844. A primeira mensagem enviada foi: "What hath God wrought!" que significa “Que obra Deus fez!”.
Telégrafo semafórico
Já o telégrafo semafórico, anterior ao elétrico, foi criado por Claude Chappe na França em 1792 e era construído em postes. Os sinais enviados precisavam ser vistos a longas distâncias.
Por conta disso, as mensagens não podiam ser transmitidas durante a noite ou em dias de neblinas.
O telégrafo elétrico substituiu o semafórico justamente por conta de sua limitação no uso. Contudo, ele cumpriu um importante papel e foi muito utilizado até o advento de seu sucessor.
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Telégrafo no Brasil
No Brasil, o telégrafo chegou durante o reinado de D. Pedro II, na década de 1850. A primeira linha de telégrafo foi instalada no Rio de Janeiro, ligando a Quinta da Boa Vista ao Campo de Santana, com 4300 metros de extensão.
O objetivo era facilitar a transmissão de informações no combate ao tráfico de escravizados, que havia sido proibido a partir da Lei Eusébio de Queiroz, em 1850.
Apesar de sua importância, o telégrafo ficou ultrapassado com a popularização do telefone durante o século XX.
Mesmo assim, sua invenção e desenvolvimento foram fundamentais para a criação de outras tecnologias de comunicação que utilizamos atualmente.
História do Rádio
Daniela Diana Daniela Diana Professora licenciada em Letras
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A invenção do rádio é atribuída ao italiano Guglielmo Marconi, mas o instrumento reúne uma série de descobertas anteriores.
No Brasil, a primeira transmissão ocorre em 1923, por Edgard Roquete Pinto e Henry Morize.
O rádio é a união de três tecnologias: a telegrafia, o telefone sem fio e as ondas de transmissão.
Precursores do Rádio
A primeira descoberta está nas ondas de rádio, com capacidade de enviar som e fotos pelo ar.
Isso aconteceu em 1860, quando o físico escocês James Maxwell descobriu as ondas, que foram apresentadas somente em 1886 por Heinrich Hertz. Foi Hertz quem apresentou a variação rápida da corrente elétrica para o espaço em forma de ondas de rádio.
Assim, Guglielmo Marconi estabeleceu em linha telefônica os sinais de rádio. À invenção, Marconi deu o nome de telégrafo sem fio.
A primeira transmissão de rádio foi de um evento esportivo e ocorreu durante a regata de Kingstown para o jornal de Dublin. Em 1901, Marconi recebe o Prêmio Nobel de Física.
A invenção, porém, ainda não tinha o formato como conhecemos hoje porque transmitia somente sinais. A transmissão de voz só ocorreu em 1921 e foi introduzida às ondas curtas em 1922.
Os trabalhos de Marconi desencadearam uma série de disputas judiciais que tinham o norte-americano Nikola Tesla reivindicando a patente da invenção do rádio.
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Em 1915, Tesla ingressou com um pedido de liminar no Tribunal Norte-americano sob o argumento que lançara o modelo usado por Marconi.
Em 1943, a Suprema Corte dos Estados Unidos o reconheceu como o verdadeiro inventor do rádio.
Também entrou na disputa JC Bose, que apresentou a transmissão da visita de um representante da Grã-Bretanha a Calcutá em 1896 a uma distância pouco mais de 3 quilômetros.
Bose solucionou as barreiras naturais, a água e montanhas, para ter eficiência na transmissão.
A Primeira Transmissão de Voz
A primeira transmissão tendo o conjunto voz e música por ondas de rádio ocorreu em dezembro de 1906, em Massachusetts, nos Estados Unidos.
Foi, contudo, o canadense Reinald Fessenden quem reproduziu por uma hora conversas e música para radioamadores.
Outras experiências também mercaram a combinação, mas era preciso dispositivos semelhantes a fones de ouvido nos primeiros aparelhos, feitos à mão.
Os primeiros receptores eram confeccionados em sulfeto de chumbo, os bigodes de gato, usados para detectar os sinais de rádio, sendo ligados a aparelhos de cristal.
Havia muita dificuldade para sintonizar as estações e, principalmente por esse obstáculo, a massificação do rádio ocorre somente após 1927.
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Até então, a Primeira Guerra Mundial, deflagrada em 1917 foi o mais significativo fator limitante à difusão do rádio, embora já existissem centenas de emissoras.
O interesse é crescente após a guerra e os governos passaram a monitorar as transmissões que ocorriam, na maioria das situações, de maneira clandestina.
Lentamente, os próprios governos passaram a servir-se do rádio e houve a abertura de mais emissoras, chegando a 550 em 1922.
O Rádio no Brasil
O rádio chegou no Brasil em 1923 e tem até um dia especial, 23 de setembro, quando é comemorado o nascimento do carioca Edgard Roquette Pinto (1884-1954).
A primeira transmissão ocorreu durante a Exposição do Centenário da Independência, quando empresários norte-americanos instalaram uma estação no Corcovado.
Na ocasião, os ouvintes acompanharam a ópera "O Guarani", de Carlos Gomes o pronunciamento do então presidente Epitácio Pessoa.
Diante da novidade, o médico e escritor Roquette Pinto tentou, sem sucesso, convencer o governo federal.
Foi a Academia Brasileira de Ciências quem acolheu o projeto e, assim, nasce a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que transmitiria óperas, poesia e informações sobre o circuito cultural da cidade.
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Ainda em 1923, o Recife recebe a primeira emissora, a Rádio Clube de Pernambuco.
A Era de Ouro do Rádio
A partir de 1927, o rádio passa por um processo de massificação com a possibilidade de transmissão de sons de aparelhos que tocavam discos diretamente ao microfone.
É iniciada, assim, a profissionalização do meio, com a contratação de artistas, transmissão de programas de auditório, radionovelas e humorísticos.
Importância da ARPANET na História da Internet
Desenvolvimento de Protocólos: A ARPANET introduziu vários protocolos de comunicação que seriam utilizados posteriormente na Internet, incluindo o TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol), que se tornou o padrão para a transmissão de dados na rede.
Comutação de Pacotes: A ARPANET foi pioneira na técnica de comutação de pacotes, onde os dados são divididos em pequenos pacotes que podem ser enviados pelo caminho mais eficiente à rede. Isso é muito mais eficiente do que a comutação de circuitos, utilizada anteriormente por redes de telefonia.
Interconexão de Redes: A ARPANET demonstrou que diferentes redes podiam ser interconectadas, criando uma rede de redes. Essa ideia se tornou a base da Internet, que hoje conecta bilhões de dispositivos em todo o mundo.
Colaboração e Compartilhamento de Recursos: A rede facilitou a colaboração entre pesquisadores e instituições, permitindo o compartilhamento de recursos computacionais e informações, o que foi crucial para o avanço da pesquisa científica e tecnológica.
Evolução para a Internet Moderna: A ARPANET foi desativada em 1990, mas suas inovações e estrutura serviram como os alicerces para o desenvolvimento da Internet como a conhecemos hoje. Com a popularização da World Wide Web nos anos 90, os conceitos introduzidos pela ARPANET se tornaram fundamentais para a comunicação digital em massa.
Em resumo, a ARPANET não apenas iniciou o que viria a ser a internet, mas também estabeleceu princípios e tecnologias que ainda são utilizados em redes de computadores contemporâneas. Sua influência na forma como nos comunicamos e compartilhamos informações é inegável e continua a moldar o futuro da tecnologia.
Arthur de Souza neto
com sua formação
licenciado em computação pela UEG
POS GRADUADO EM INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO
TECNICO EM INFORMÁTICA
TECNICO EM ADMINISTRAÇÃO
TECNOLOGO EM ANALISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMA
TECNICO PRATICO EM IA E PROGRAMAÇÃO PHP DELPH
TRABALHA COM SISTEMAS COMERCIAIS E SITES
ARTHUR ESTA TRABALHANDO EM VARIOS PROJETOS DE IA INCLUSIVE IA FENIXIA